Gesto feminino?
Sinopse: Estamos em 2014 ainda discutindo sobre a questão do gênero, se perguntando qual é o papel da mulher e do homem em nossa sociedade? Deveriam ter papéis marcados ou ter liberdade total? O homem e a mulher são iguais em quais sentidos? Todos temos um “eu feminino” e um “eu masculino”? A luta feminista deu às mulheres o espaço que elas desejam? Existem gestos femininos? De que maneira a mulher se veste? O espetáculo de dança “O gesto feminino?” reúne quatro obras que retratam direta ou indiretamente a questão da feminilidade. A performance “Eu, hermafrodita” mostra que na dança podemos unir nosso “eu feminino” e nosso “eu masculino”. “Desvestir” procura maneiras de nos despirmos. “Integrar meus lares” faz um mergulho na escuta da corporeidade humana. “Despertar” traz a história das mulheres, feita e vista por elas.

Eu, Hermafrodita


Sinopse: Em que outro lugar seria possível unir o “meu eu masculino” com o “meu eu feminino” se não no/a partir do corpo, da dança, do teatro, da arte? O projeto inspira-se e se conceitua a partir de fontes mitológicas gregas, como a fisionomia de Hermafrodita e o mito andrógeno de Platão, narrado por Aristóteles no livro “O Banquete”. Hermafrodita, deus e patrono da união sexual, filho de Hermes e Afrodite, possuía mamas e pênis. Já o mito andrógeno de Platão, afirma que todo ser humano era composto de duas partes, homem e mulher, e que uma dessas partes teria sido separada por decisão divina, daí surge nossa busca pela parte perdida, “nossa alma gêmea”. A androgenia mitológica/histórica e, principalmente, o desejo latente de busca pela parte perdida em nós mesmos são os principais ganchos para alavancarmos de forma performática os conflitos, inquietações e diálogos em torno das questões de gênero. “Eu, Hermafrodita - em busca da parte perdida” leva para as ruas a possibilidade de intercâmbio entre o performer e o traseunte, abordando às problemáticas do gênero.
Ficha técnica:
Intérpretes-coreógrafos: Cíntia Rangel e Fábio Costa
Direção: Mariana Trotta
Desvestir


Sinopse: O corpo não tem tanta propriedade para dizer algo sobre nós, pois a nossa veste, essa segunda pele que nos reveste tem descrito tudo... Como seria desvestir-se de tudo que a sociedade prega e te impõe para que você possa vestir-se daquilo que você é? Experimente desvestir-se de tudo que aprisiona e deixar seu corpo falar mais do que suas vestes...
Ficha técnica:
Coreógrafa: Bianca Martins
Intérpretes-coreógrafos: Anna Flora Wihelm, Bianca Martins, Danilo Gomes, Jéssica Ramos, Michel Cordeiro, Taís Almeida, Tamires Serpa, Tarso Oliveira
Direção: Mariana Trotta
Despertar

Sinopse: Uma obra que tem como tema o feminino, a repressão da mulher e sua libertação que compreende a conquista pelo espaço público, direito pelo voto, encontro com a essência feminina denominada pela autora Clarissa Pinkola, Mulher Selvagem. Conhecimento e autonomia de seus corpos, corpos esses que foram por muito tempo escondidos no pudor, reprimidos, opacos, calados, censurados. Mas, apesar desse silêncio que as encobre parece que começam a encontrar seu espaço como um raio de luz que entra por uma frechinha da janela, e esse pode ser o começo de uma história das mulheres, feita pelas mulheres e vista por elas. E finalmente caberá a pergunta: Mulher, qual é o seu desejo?
Ficha técnica:
Coreógrafa: Anna Flora Wihelm
Intérpretes-coreógrafos: Anna Flora Wihelm, Bianca Martins, Dandara Patroclo, Mariana Campos, Tamara Catharino
Direção: Anna Flora Wihelm
Integrar meus lares


Sinopse: "Integrar meus lares” inicia-se a partir de um anseio da artista de por uma maior profundidade na escuta de sua corporeidade, permeada por tantas cores, culturas e raças. Instantes de exaustão permitem uma abertura sensorial trazendo a tona novos caminhos, descobertas e possibilidades ainda não trilhadas. Os elementos terra, água e ar são fontes geradoras de inspiração e intensamente estão presentes em cada gesto, resgatando memórias do constante renascer."
Ficha técnica:
Intérprete-coreógrafo: Julius Mack
Criação: LALIC